Judo: Filosofias, História, Técnicas
O modelo tradicional é devidamente justificado pelo seu passado e, por isso, é que se relatam pontos relevantes e pertinentes a origem do Judo, para que possamos entender a atual proposta no Judo em longo prazo, que seja mais eficaz ao se tratar de crianças e jovens em formação.
A importância de se destacar que o Judo é atividade de Origem Japonesa inspirando-se em aspectos de arte marcial com o objetivo educacional com a preocupação de formação integral do individuo, considerando como um importante método da EF. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, além de desenvolver técnicas de defesa pessoal, são a essência desse esporte.
Em 1860, nasce no Japão o mestre Jigoro Kano, considerado o pai da EF japonesa, e aos 18 anos passa a praticar diversos sistemas de Jiu-jitso em diversas escolar, aumentando assim, o repertório técnico, relacionado ás artes marciais. Incomodado com esse processo de ensino, que valoriza excessivamente a agressividade e a violência. Em 1882 Mestre Kano idealizou o Judo (significa caminho suave), e fundou sua primeira academia denominada Kodokan (que significa a Escola para estudo do caminho), na cidade de Tóquio, Japão.
A criação do Judo pelo Mestre Kano teve embasamento científico e filosófico, com alicerce em três princípios: Ju ( Suavidade); Seiryoku-Zen-Yo) máxima eficiência com mínimo de esforço; Jita-Kyoei ( bem- estar e prosperidade mútua).
Terminologia Básica do Judo
JUDO: Caminho suave ou caminho da suavidade.
KODOKAN: Escola para aprender a via (via , no verdadeiro sentido de vida)
SENSEI: Professor / Treinador.
SHIHAN: Sensei com graduação a partir de 6º Dan.
SENPAI: Aluno mais graduado.
KYO – TSUKE: Sentido / atenção.
REI: Cumprimento.
SHO-U-MEN REI: Cumprimento para frente (quando se cumprimenta Jigoro Kano).
ZAREI: Cumprimento ajoelhado.
RITSU-REI: Cumprimento em pé.
SEIZA: Ajoelhar-se.
SHIHAN: Sensei com graduação a partir de 6º Dan.
SENPAI: Aluno mais graduado.
KYO – TSUKE: Sentido / atenção.
REI: Cumprimento.
SHO-U-MEN REI: Cumprimento para frente (quando se cumprimenta Jigoro Kano).
ZAREI: Cumprimento ajoelhado.
RITSU-REI: Cumprimento em pé.
SEIZA: Ajoelhar-se.
SHIZEN-HONTAI: Postura Natural.
JIGO-HONTAI: Postura de defesa
AGURA: Sentar-se de pernas cruzadas.
GOMEN-DASAI / GOMEN-NASAI: Permissão.
DOJO: Local onde se pratica o judo.
SHIAI -JO: Área de competição.
OBI: faixa.
SHITABAKE: calça.
GOMEN-DASAI / GOMEN-NASAI: Permissão.
DOJO: Local onde se pratica o judo.
SHIAI -JO: Área de competição.
OBI: faixa.
SHITABAKE: calça.
WAGUI: parte superior do quimono.
UKE: Quem recebe uma projeção.
TORI: Quem aplica uma projeção.
KIAI: Ki significa Espírito e Ai União. A isto se denomina o grito do atleta quando aplica uma técnica. É comum aos desportos de força o grito na execução de um gesto, seja no atletismo, halterofilismo e outros. O Judo foi o primeiro desporto a entender que o KIAI faz parte da execução do gesto motor potente. Biomecanicamente entende-se que com o grito, há uma maior contração abdominal no momento da aplicação da técnica, e com isso, melhora também a sinergia muscular, potencializando a técnica.
UKE: Quem recebe uma projeção.
TORI: Quem aplica uma projeção.
KIAI: Ki significa Espírito e Ai União. A isto se denomina o grito do atleta quando aplica uma técnica. É comum aos desportos de força o grito na execução de um gesto, seja no atletismo, halterofilismo e outros. O Judo foi o primeiro desporto a entender que o KIAI faz parte da execução do gesto motor potente. Biomecanicamente entende-se que com o grito, há uma maior contração abdominal no momento da aplicação da técnica, e com isso, melhora também a sinergia muscular, potencializando a técnica.
TAISSO: Aquecimento.
MOKUSSO: Concentração. Utilizado no momento da saudação, no final de um treino extenuante, agindo de forma a relaxar o judoca.
MOKUSSO: Concentração. Utilizado no momento da saudação, no final de um treino extenuante, agindo de forma a relaxar o judoca.
KUMI- KATA: Forma de pegar com as mãos o judogi do parceiro.
JIGO- TAI: Posição de defesa.
TAI- SABAKI: Movimento de esquiva.
UCHI KOMI: Repetição da Técnica, tendo em vista a automatização do gesto.
YAKU-SOKU GEIKO: Luta sem resistência, os judocas projetam-se alternadamente tendo em vista o apuramento da técnica.
KAKARI-GEIKO: Os judocas treinam em deslocamento, onde um ataca e o outro defende.
TENDO-KU-RESHYU: É uma forma de treino, onde o judoca luta sozinho, imaginando aplicar a técnica num adversário. Chamado treino de sombra.
RANDORI: Luta com resistência. Combate livre no treino. Contribui para a evolução de ambos os judocas.
SHIAI: Competição. Pratica-se com o objetivo de alcançar a vitória sobre o adversário.
UCHI KOMI: Repetição da Técnica, tendo em vista a automatização do gesto.
YAKU-SOKU GEIKO: Luta sem resistência, os judocas projetam-se alternadamente tendo em vista o apuramento da técnica.
KAKARI-GEIKO: Os judocas treinam em deslocamento, onde um ataca e o outro defende.
TENDO-KU-RESHYU: É uma forma de treino, onde o judoca luta sozinho, imaginando aplicar a técnica num adversário. Chamado treino de sombra.
RANDORI: Luta com resistência. Combate livre no treino. Contribui para a evolução de ambos os judocas.
SHIAI: Competição. Pratica-se com o objetivo de alcançar a vitória sobre o adversário.
Técnicas
O judô apresenta muitas técnicas, agrupadas em (1) nague-waza (técnicas de arremesso), composta por dois subgrupos: o primeiro, tachi-waza (técnicas de projeção em pé), envolve técnicas de ashi-waza (técnicas de perna), te-waza (técnicas de braço) e koshi-waza (técnicas de quadril), enquanto o segundo subgrupo é composto por sutemi-waza (técnicas de sacrifício), dividido em yoko-sutemi-waza (técnicas de sacrifício laterais) e ma-sutemi-waza (técnicas de sacrifício frontais), e; (2) katame-waza (técnicas de controle; normalmente utilizadas no combate no solo) – ossae-waza (técnicas de imobilização), shime-waza (técnicas de estrangulamento) e kansetsu-waza (técnicas de chave articular). Essas técnicas são pontuadas de acordo com a projeção resultante, o tempo de imobilização ou submissão do adversário. A punição do oponente é outro meio de se obter pontuação (MIARKA, 2011). Na aplicação de waza (técnicas), tori é quem aplica a técnica e uke é aquele em que a técnica é aplicada. As técnicas do judô classificam-se em:
Técnicas de projeção (nage-waza)
Nage-waza (em japonês: 投げ技) é o conjunto de técnicas que, engloba outras técnicas de projeção e/ou arremesso do adversário.
As técnicas de nage-waza são normalmente ensinadas em cinco fases, conhecidas por gokyo-no-waza. Essas fases começam pelas técnicas básicas, prosseguindo até as mais avançadas.
Gokyo-no-waza (versão 1934)
Dai-ikyo
De-ashi-harai
Hiza-guruma
Sassae-tsurikomi-ashi
Uki-goshi
O-soto-gari
O-goshi
O-uchi-gari
Seoi-nage
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Dai-nikyo
Kosoto-gari
Ko-uchi-gari
Koshi-guruma
Tsurikomi-goshi
Okuriashi-harai
Tai-otoshi
Harai-goshi
Uchimata
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Dai-sankyo
Kosoto-gake
Tsuri-goshi
Yoko-otoshi
Ashi-guruma
Hane-goshi
Harai-tsurikomi-ashi
Tomoe-nage
Kata-guruma
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Dai-yonkyo
Sumi-gaeshi
Tani-otoshi
Hane-makikomi
Sukui-nage
Utsuri-goshi
O-guruma
Soto-makikomi
Uki-otoshi
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Dai-gokyo
O-soto-guruma
Uki-waza
Yoko-wakare
Yoko-guruma
Ushiro-goshi
Ura-nage
Sumi-otoshi
Yoko-gake
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Outros WAZA
Shinmeisho No Waza (novas técnicas reconhecidas em 1982 e 1987)
§ Morote-Gari
§ Kuchiki-Taoshi
§ Kibisu-Gaeshi
§ Uchi-Mata-Sukashi
§ Daki-Age - Não aceita pela Kodokan.
§ Tsubame-Gaeshi
§ Kouchi-Gaeshi
§ Ouchi-Gaeshi
§ Osoto-Gaeshi
§ Harai-Goshi-Gaeshi
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§ Uchi-Mata-Gaeshi
§ Hane-Goshi-Gaeshi
§ Kani-Basami - Não aceita pela Kodokan
§ Osoto-Makikomi
§ Kawazu-Gake
§ Harai-Makikomi
§ Uchi-Mata-Makikomi
§ Sode-Tsurikomi-Goshi
§ Ippon-Seoi-Nage
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Habukareta Waza (técnicas preservadas da primeira versão do Gokyo 1895)
§ Obi-Otoshi
§ Seoi-Otoshi
§ Yama-Arashi
§ Osoto-Otoshi
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§ Daki-Wakare
§ Hikikomi-Gaeshi
§ Tawara-Gaeshi
§ Uchi-Makikomi
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Técnicas reconhecidas apenas pelo FIJ e não pelo Kodokan
§ Kouchi-Makikomi
§ Obitori-gaeshi
Kinshi-waza (técnicas proibidas em randori e shiai)
§ Kani-Basami
§ Kawazu-Gak
Técnicas de domínio no solo (katame-waza)
Também chamadas de ne-waza, são um grupo composto que incluem técnicas de imobilizações (osaekomi-waza), técnicas desestrangulamento(shime-waza) e técnicas de articulação (kansetsu-waza).
As técnicas de arremesso e as técnicas de domínio no solo são inseparáveis, ambas trabalham juntas auxiliando uma a outra para decidir uma vitória ou uma derrota, sendo katame-waza as seqüências de um arremesso, assim as técnicas de nage-waza possuem um grande poder. A melhor e mais correta ordem a seguir no aprendizado das técnicas de domínio no solo é começar com as imobilizações, seguindo com os estrangulamentos e terminando com as técnicas de articulações.
Técnicas de amortecimento de quedas (ukemi-waza)
O equilíbrio é a lei primordial que rege o judô. Assim quando se perde o equilíbrio sujeita-se a quedas. E, como é natural, se não soubermos amortecer o contato do nosso corpo com o solo, estamos sujeitos a nos machucar.
Para evitar isso existe o que chamamos ukemi-no-waza. Saber cair é a base indiscutível das projeções. É necessário um treino metódico e perseverante, para vencer o medo da queda. Essa superação nos permite progredir nos conhecimentos do judô. Assim teremos um espírito aberto para ataque e defesa, aplicando os movimentos com rapidez e precisão. As direções fundamentais para ukemi são:
§ Ushiro-ukemi – queda para trás;
§ Mae-ukemi – queda para frente;
§ Yoko-ukemi – queda lateral, para esquerda ou direita (migui e hidari);
§ Zempo-kaiten-ukemi – rolamento;
Técnicas de pegada (kumi-kata)
Para uma eficiente aplicação das técnicas, o judoca deverá procurar a posição adequada, normal ou momentânea, de acordo com o transcorrer da luta, podendo ser natural ou autodefesa.
§ Migi ou hidari-shizentai – posição natural à direita ou esquerda: mão direita na lapela esquerda do oponente e mão esquerda na manga direita do oponente. Para posição natural à esquerda, basta inverter a posição.
§ Migi ou hidari-jigotai – posição de autodefesa à direita ou esquerda: passa-se a mão direita por baixo do braço esquerdo do oponente e coloca-se nas costas dele, e com a mão esquerda agarra-se a manga direita do oponente puxando o braço dele sob a sua axila esquerda. Para posição de autodefesa à esquerda é só inverter a posição.
Técnicas de movimentação sobre o tatame (shintai)
São as formas corretas de deslocamento sobre o tatame, salientando os seguintes detalhes: andar descontraidamente, mantendo os joelhos e tornozelos flexíveis, sem cruzar os pés. Deslocar-se em todas as direções deslizando os pés, fazendo o contato com o solo com a borda externa da planta dos pés, calcanhares ligeiramente levantados. Acompanhar os passos de seu oponente, se este empurra você recua, se puxa avança. Se o adversário o puxa, não resista mova-se com ele. Do mesmo modo não resista quando empurrado, se resistir o seu corpo torna-se rígido e perde facilmente o equilíbrio. Movendo-se no mesmo sentido do adversário é-lhe mais fácil controlar o corpo dele e desequilibrá-lo.
Técnicas de esquiva (tai-sabaki)
Para uma eficiente defesa contra as técnicas do adversário, deve-se mover o corpo com a máxima leveza, mantendo-se uma constante posição de equilíbrio. É importante lembrar que um trabalho de pés rápido, mas em perfeita estabilidade, é a base de todos os movimentos do corpo, podemos citar alguns movimentos:
§ Migi-mae-sabaki – esquiva à direita para frente;
§ 'Migi-mae-nawari-sabaki – esquiva rodando à direita para frente;
§ Hidari-ushiro-sabaki – esquiva à esquerda para trás;
§ Hidari-ushiro-nawari-sabaki – esquiva rodando à esquerda para trás.
Postura (Shinsei)
Shinsei é a posição base para todos os movimentos. Por isso um shinsei correto facilita a rapidez e a precisão na aplicação das técnicas.
Deve-se adotar sempre o shinsei para que a todo o momento seja possível uma pronta mudança de posição. O peso do corpo é igualmente distribuído por ambos os pés, sobretudo sobre a ponta dos dedos. São as seguintes posições:
§ Shizen-hontai – posição natural;
§ Migi-shizentai – posição natural à direita;
§ Hidari-shizentai – posição natural à esquerda;
§ Jigo-hontai – posição de defesa;
§ Migi-jigotai – posição de defesa à direita;
§ Hidari-jigotai – posição de defesa à esquerda.
Aplicações das técnicas
Kuzushi
Refere-se às técnicas de desequilíbrio; a prática de judô baseia-se no equilíbrio, portanto é um estudo de grande importância já que através dele aplicamos todas as projeções.
Para estudar as direções em que podemos desequilibrar, deve-se considerar o seguinte: O centro de gravidade do homem situa-se no baixo ventre. Sendo assim, quando a perpendicular traçada a partir do centro de gravidade até o solo cair fora do polígono de sustentação, encontra-se desequilibrado. Este desequilíbrio dá origem, nos praticantes, a oito direções designadas por happo-no-kuzushi; para frente; para trás; para direita; para esquerda e quatro oblíquas derivadas, assim como muitas outras. Assim quando o adversário se encontra em desequilíbrio para frente, temos de continuar o desequilíbrio, projetando-o para frente. Faremos para trás, quando se encontra em desequilíbrio para trás. Tendo em conta a advertência anterior e praticando com assiduidade e perseverança, progrediremos constantemente na prática deste desporto.
Tsukuri
É a relação entre a sua posição e a do adversário. É colocar o seu corpo na melhor posição para aplicar a projeção, enquanto continua a desequilibrar o adversário.
Tentar fazer uma projeção antes de estabelecer um tsukuri correto é pura perda de energia.
Kake
É a aplicação da projeção, obedecendo a seqüência: kuzushi, tsukuri e finalmente kake. Vale ressaltar que judô é usar a posição do adversário em benefício próprio e não projetá-lo por superioridade de peso ou força.
Ao aplicar uma projeção, usa-se o corpo suavemente como uma só unidade. Todas as partes do corpo devem atuar em harmonia. Se bem que em cada projeção se dê maior ênfase à utilização de determinada parte do corpo, tal como mãos, quadris ou pés, em qualquer projeção é importante o movimento de todo o corpo. A parte do corpo a que se faz menção serve para orientar a projeção do adversário.
Alguns princípios para orientação
- §Deve-se manter o corpo relaxado, proporcionando maior flexibilidade e certa imprevisibilidade frente ao adversário.
- § Para manter o equilíbrio flexionam-se os joelhos sem dobrar a cintura, demonstrando confiança. Na dúvida, faça um movimento rápido e decidido.
- § Tentativas receosas são inúteis e representam perda de energia.
- Portanto estas três fases são muito importantes para execução perfeita das técnicas. Elas podem ser observadas no nage-no-kata (formas convencionais de projeção).
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