Aula dia 30/10/2012
TREINAMENTO PARA ESPORTE
DE PERCUSSÃO
KARATÊ
O
treinamento específico para o Karatê pode ser dividido em 3 microciclos, visando uma luta principal
durante o ano: 1. Preparatório; 2. Competitivo; e 3. Recuperação. Dentro do
período Preparatório, ele pode ser dividido em
Geral, onde se tem o treinamento de força e resistência máxima, e
depois, no Específico, onde se treina a força mínima (75% a 100% de 1RM).
Depois desse período, tem-se a conversão para o período Competitivo, dividido
em Pré Competitivo (força de potencia e velocidade, específicos do Karatê) e em
Competição ( treino de antecipação; e
força de potencia e velocidade a 30% a 60% de 1RM). Depois de uma competição,
ocorre a transição para o período de Recuperação, e então, caso o atleta tenha
mais uma competição importante programada, entra-se no período Específico
novamente, sem precisar começar na base (período Geral preparatório).
|
GERAL
|
ESPECÍFICO
|
PRÉ
|
COMPETITIVO
|
|
ESPECÍFICO
|
|
PREPARATÓRIO
|
COMPETITIVO
|
RECUPERAÇÃO
|
|
||
Treinamento
de Potência e Velocidade através da Pliometria
(segundo Verkoshanski)
Segundo
Bompa (2004) A pliometria beneficia
desportos que necessitam desenvolver força explosiva e reações mais rápidas
baseadas na melhora da reatividade do Sistema Nervoso Central (SNC) e força
para absorver impacto de uma equilibrada aterrissagem após um salto, além de atletas
de desportos que envolvem atividades explosivo-reativas ou uma alta velocidade
de seu próprio corpo semelhante aos que envolvem atividades explosivo-reativas
de alta velocidade de um objeto ou instrumento. A pliometria é um tipo de
treinamento eficaz que otimiza a força muscular sendo conhecido por desenvolver
potência muscular em atletas, beneficiando o desempenho dos mesmos. O
treinamento pliométrico (TP) baseia-se em um conjunto de exercícios que
favorecem o músculo a atingir um nível mais elevado de força explosiva fundamentado
no CAE. Essa ação gera um armazenamento de energia elástica no músculo
tendinoso, que é liberada durante a contração concêntrica na forma de energia
cinética, transformando assim a força pura em força rápida (BOCALINI et al,
2007).
Segundo
Verkoshanski, o treinamento pliométrico pode ser dividido em:
- Baixo: abaixo da
linha do joelho/tornozelo
- Médio: na linha
dos joelhos
- Alto: na linha
do quadril/trocanter.
Esses exercícios devem ser realizados até 3 semanas antes do
período competitivo, e por no mínimo 3 semanas.
Segue
abaixo alguns exercícios pliométricos aplicados a atletas de Karatê:
De
característica baixa:
1.
Com alguns obstáculos em colunas
no chão, os alunos pulam com dois pés juntos sobre eles, até chegar ao final.
Joelhos altos.
2. Mesmos obstáculos, pular um
obstáculo com pés unidos e no outro com pés afastados, e ir alternando.
3. Pular correndo, elevando os
joelhos e coordenando com os braços alternados. Joelho alto.
4.
Saltar a cada 2 obstáculos,
elevando joelhos e alternando com os braços
5. Saltar lateralmente, alternando
os pés e sem cruzar. Começa devagar e depois vai aumentando a velocidade do
movimento. Fazer 2 lados.
6. Se posicionar de frente para o
obstáculo, e ir saltando para o lado e para frente, imitando a movimentação de
um atleta durante a luta.
7. Mesmo exercício anterior, mas com
um outro aluno entre os obstáculos para que o aluno faça um movimento de chute
ou soco do karatê.
De característica Média:
1.
Um aluno fica sentado ao chão com
pernas afastadas e braços elevados até a linha do ombro (fazendo trabalho de
isometria) enquanto o outro aluno pula em sentido horário sua perna, depois
braço, depois outro braço e por último a outra perna, repetidamente. Para
dificultar esse exercício, pode-se colocar um objeto atrás do colega que está
sentado, para que, o outro aluno, quando passar por este objeto, faça um chute,
ou soco ( a combinar).
2.
Um aluno fica abaixado em
uma altura, enquanto o outro pula de trás para frente, faz um movimento de
soco, depois passa por baixo das pernas do colega que vai levantar. Movimentos
contínuos.
BOCALINI, D.S; ANDRADE, R.M.P.; UEZU, P.T; SANTOS, N.D; NAKAMOTO, F.P. O Treinamento pliométrico melhora o desempenho de saída de bloco de nadadores. Rev Bras Ed Fis, Esporte, Lazer e Dança. 2007 Mar; 2(1):1-8
BOMPA, T.O. Treinamento
de potência para o esporte: pliometria para o desenvolvimento máximo de
potência. São Paulo: Phorte; 2004.








Nenhum comentário:
Postar um comentário