domingo, 16 de setembro de 2012

Aula 7 - Série de treinamento de Judô e Special Fitness Judô Test


AULA 7
12/09/2012

PRESCRIÇÃO DE TREINAMENTO PARA JUDÔ
O processo de treinamento envolve a repetição de exercícios com o objetivo de gerar automação na execução de uma habilidade motora e o desenvolvimento de funções estruturais e metabólicas que levem ao aumento do desempenho físico, sendo assim, o objetivo principal do treinamento é aumentar a capacidade para sustentar a mais elevada potencia ou velocidade por uma dada distancia ou tempo. No caso de um judoca, um atleta mais veloz pode surpreender o adversário com entrada de uma técnica, dificultando sua tomada de decisão, enquanto um atleta mais potente dificulta a resistência do oponente a técnica executada.
Pelo Judô ser um esporte intermitente, ou seja, por não ser com intensidade contínua, a relação da prescrição de treinamento é feito pela relação Esforço e Pausa (E:P), no tempo de 14 segundos de esforço e 30 segundos de pausa ( média realizada após estudos). Na categoria masculina, o tempo de luta é de 5 minutos ( com 3 minutos de Golden Score) e na Feminina tem 4 Minutos ( com 2 minutos de golden score), por isso, uma série de treinamento ( e pode varia sua intensidade, volume e tipos de golpes),  é de 5 a 8 séries, pois existem as vezes, até 10 lutas para um indivíduo chegar a final.
O tempo de recuperação entre as series pode influencia o ganho da resistência aeróbica ou anaeróbica, dependendo do objetivo final da série. Por exemplo, trabalhando com intervalos menos que 1 minuto, estamos trabalhando com a potencia aeróbica, já com intervalos maiores de 3 minutos, com a potencia anaeróbica. Ou seja, no intervalo pequeno, não se tem muita recuperação, já no intervalo maior, se tem uma recuperação mais rápida.
Segue abaixo um vídeo como exemplo de uma série de treinamento
Exemplo de uma série:
15 segundos: Koshiro Guruma
30 segundos: Shintai
15 segundos: Ogoshi
30 segundos: Shintai
15 segundos: Koshiro Guruma
30 segundos: Shintai
15 segundos: Ogoshi
30 segundos: Shintai
15 segundos: Koshiro Guruma
30 segundos: Shintai
15 segundos: Ogoshi
30 segundos: Shintai
15 segundos: Koshiro Guruma
30 segundos: Shintai







Protocolo do teste de Sterkowicz (1995)
Special Judo Fitness Test



Para se realizar uma avaliação em um atleta, devem-se considerar algumas etapas como: fase de planejamento da avaliação (objetivos da avaliação), fase de obtenção das medidas (correta execução dos testes e aquisição dos dados), fase de interpretação dos resultados (analise aprofundada dos dados), fase da aplicação dos dados obtidos.
É importante levar em consideração algumas variáveis nos testes, como por exemplo, a aptidão aeróbica do atleta (levar o atleta a exaustão máxima), ou a condição anaeróbica e aeróbica em situação específica (no caso, o Special Judo Fitness Test).
Ao buscar um teste específico para o Judo, Sterkowics propôs um de caráter intermitente (Special Judo Fitness Test), a utilizaçao da técnica ippon-seoi-nage. Esses teste é dividido em três períodos: 15 segundos(A), 30 segundos(B), e 30 segundos (C), com intervalos de 10 segundos. Durante cada um dos períodos, o executante arremessa dois parceiros (distantes 6 m um do outro) o maior número de vezes possível, utilizando a técnica ippon-seoi-nage.
Os Uke (praticantes que irão cair), devem ter estatura e massa corporal próximas ao do Tori (atleta que irá realizar o teste). Imediatamente e após 1 minuto do final do teste, é verificada a frequência cardíaca do atleta. A capacidade de realizar grande número de arremessos no curto período de tempo esta relacionada principalmente a solicitação do metabolismo anaeróbico, ao passo que a frequência cardíaca de recuperação está relacionada ao metabolismo aeróbico. O índice é calculado a partir dessa equação:

Índice= FCfinal (bpm) + FC1minpós(bpm)
Número total de arremessos

Sendo assim, para que o desempenho no teste tenha uma resposta positiva, menor será o valor do índice. Ele pode ser melhorado por de aumento de numero de arremessos durante os períodos, o que representa melhora da velocidade, capacidade anaeróbica e/ou eficiência na execução do golpe; e também, quanto menor a frequência cardíaca ao final do teste, ou seja, existe uma melhor eficiência cardiovascular para um mesmo esforço (menor numero de arremessos); e, quanto menor a frequência cardíaca 1 min após o teste, melhor é a recuperação do indivíduo o que representa uma melhor capacidade aeróbica; e por ultimo, a combinação de dois ou mais itens citados ( FRANCHINI et al, 1999).
A escolha da técnica ippon-seoi-nage baseou-se em considerações mecânicas, pois exige apenas uma das mãos para execução, e também a incidência da aplicação dessa técnica nas competições.


Segue vídeo realizado em aula prática (sem a projeção do golpe no chão, pela aluna não ser especialista em judô)




REFERÊNCIAS:
Silva, VS; Souza I;  Bezerra, ES. Avaliação de atletas de Judô com a utilização do Special Fitness Judo test. Efdeportes, 121, 2008.
Franchini E, Del Vecchio FB. Preparação Física para atletas de Judô. Ed. Phorte, 2008.
Franchini E. Judô Desempenho Competitivo. Ed Manole, 2ª Ed, 2010.





Aula 6 - Judô


AULA 6 - JUDÔ
05.09.12

ATIVIDADE 1: Pega Pega de 4 apoios
             Todos os alunos correndo pela sala enquanto um pegador na posição de 4 apoios sai atrás e quando toca o colega, este também vira pegador. Objetivo: aquecimento





ATIVIDADE 2: Pega Pega de 6 apoio
            Mesma atividade anterior com a diferença agora que o pegador corre de 6 apoios e tenta derrubar o colega. Quando consegue, este também vira pegador. Se o colega tem medo de ser derrubado, simplesmente ele pode se jogar no chão. Objetivo: aquecimento







ATIVIDADE 3
            Em duplas, um do lado do outro, os colegas se seguram na gola um do outro. O professor administra a atividade falando para correr, sentar, rolar para frente e para trás, enquanto os alunos não podem se soltar um do outro para fazer tudo.


ATIVIDADE 4
            Mesma atividade anterior, mas com as duplas, um de lado para outro, mas um de frente e o outro de costas, tendo que fazer os mesmo movimentos.

ATIVIDADE 5 - Rolinho
            Alunos ficam na posição de “rolinho”, joelhos junto ao peito e os braços abraçando as pernas, rolando de lado, e de frente. Objetivo: iniciação para o rolamento de frente.

                                       

ATIVIDADE 6 “Toca do coelho”
            Alunos ficam apoiados com 1 joelho no chão e um pé a frente, para prepaçao ao rolamento. Enquanto a Mao oposta ao joelho fica apoiada no chão, a outra passa por baixo da perna que está a frente, e faz um movimento de tronco a frente e ao chão para realizar o rolamento.




ATIVIDADE 7 “Toca do coelho” em pé
Mesma atividade anterior, mas em vez do joelho apoiado ao chão, este pé vai dar o impulso para frente para realizar o rolamento.



ATIVIDADE 8 – Zempo ukemi – queda de frente
            Realiza-se uma queda de frente, com apoio de antebraços, partindo da posição ajoelhada.

                                 


ATIVIDADE 9
            Mesma atividade anterior mas partindo da posição em pé.


ATIVIDADE 10 – imobilização
            Aluno 1 deitado em supino, e o aluno 2 sentado de costas. Este imobiliza o aluno 1 passando um braço abaixo da cabeça, e segurando as duas mãos juntas, o tronco do aluno 2 fica sobre o aluno 1 imobilizando-o. A cabeça também tem que ficar abaixada, para não facilitar a saída do adversário.

                                           

Saída 1: o aluno 1 pode sair dessa imobilização se ele for mais forte que o aluno 2 e conseguir puxar o Kimono dele, e tirá-lo de cima.
Saída 2:  se o aluno 2 errar e manter a cabeça erguida, o aluno 1 pode usar o antebraço no pescoço dele, levantar, e usar uma chave de perna para sair do golpe.
Saída 3: o aluno 1 com a mão no ombro do aluno 2, empurra para cima o braço, passa por baixo do braço e sai fazendo outro golpe.




ATIVIDADE 11 – “Abraço de Urso”
             Dois alunos, um de frente para o outro, enquanto o aluno 1 passa o braço por trás do pescoço do aluno 2, e puxa a manga do outro lado, fazendo uma projeção do aluno 2 no chão, podendo até fazer a imobilização

                                     


ATIVIDADE 12  E 13 – encaixe e projeção
            Alunos realizam o trabalho de encaixe, o aluno 1 faz giro ficando de costas para o aluno 2, e o aluno 1 pega os braços do aluno 2, encaixa o quadril nas pernas do aluno 2 e levanta ele do chão. Partindo dessa atividade, o aluno 1, faz a progressão do exercício, onde ele pega somente 1 dos braços, e projeta o aluno 2 para o chão.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Resenha do Artigo: A EVOLUÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DO JUDÔ: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES


                          
Resenha do Artigo: 
A EVOLUÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DO JUDÔ: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES

Orozimbo Cordeiro Júnior; Marcelo Guina Ferreira; Anegleyce T. Rodrigues
Rev. Educação Física UEM  10(1), 2009.



                   Em 1998 foi realizado um projeto de pesquisa chamado Metodologia do ensino da educação física sob a ótica crítico superadora, nele o judô foi usado como elemento da cultura corporal, como objetivo de ensinar o esporte de um forma não tecnicista (com é feito hoje em dia), a partir desta pesquisa e do objetivo de apontar o judô como conhecimento escolar na educação física foi elaborado um documento didático pedagógico sobre a evolução sócio-historica do judô, que teve o objetivo de explicar alguns aspectos do judô na cultura corporal humana, mostra o judô desda sua origem, nos tempos em que camponeses aplicavam golpes mortais para se defenderem dos samurais ou da tirania dos latifundiários, ate se transformar no esporte espetáculo de hoje em dia, demonstra as ligações do judô com a saúde, educação, lazer. Ou seja, unindo o conteúdo histórico e suas relações com a pratica social, o esperado é que o aluno desenvolva uma visão critica de seu mundo, tornando cada vez mais em um mundo melhor, como fizeram os primeiros praticantes do judô, que usaram a luta como forma de reivindicar seus direitos, claro que não vamos pedir para o aluno sair batendo em todos para transformar seu mundo, mas torná-lo através da educação em um cidadão que busca uma vida melhor em sua sociedade.

domingo, 9 de setembro de 2012

Aula 5 - 29.08.2012 - Início aulas de Judô


Aula 5 – 29.08.2012
Judô

“O Esporte escolar é um complemento da educação física escolar, sendo esta, digamos, de caráter mais regular”. Da mesma forma, jogo e esporte formam uma unidade de ensino. O judô, como iniciação esportiva para os estudantes, forma junto com a sua prática social (academias, clubes, condomínios etc) e a Escola uma unidade de ensino e é essa a busca para a (re) significação do judô de uma forma geral. Como prática pedagógica, os jogos e o lúdico podem ser essenciais para o ensino-aprendizagem na iniciação do judô.

Atividade 1: Rolamento de ombro

Para o ensino e progressão da aprendizagem do rolamento de ombro, com a intenção de progressão para ensino das quedas, os alunos ficam sentados em posição de “índio”, batem palma, batem o antebraço no chão e fazem o rolamento para trás. A posição da cabeça é com o queixo próximo ao peito, e o rolamento é feito pelo ombro. Repetições para os dois lados.


Atividade 2:  Queda de Costas – Ushiro Ukemi

                Para continuação do ensino e aprendizagem das quedas, agora, os alunos iniciam na posição de cócoras, batem o antebraço no chão, e fazem o mesmo rolamento de ombro para trás, parando na posição em pé.


Atividade 3: Pegada – Gola-Manga

                Tipo de pegada utilizada pelos alunos é a pegada gola-manga, onde  os parceiros estão um de frente para o outro, com a mão direita pega na gola e com a esquerda pega na manga do adversário.



Atividade 4: O – Soto- Gari (Projeções)

                Nessa atividade, os alunos fazem uma projeção do colega ao chão, onde com a pegada da atividade anterior, um dos alunos puxa pela manga e empurra com a mão que está na gola, e faz a projeção do mesmo ao chão, com o colega caindo de costas.



Atividade 5:
                Posicionando um colega de frente para o outro, com a pegada de gola manga, um dos colegas aproxima-se com pé esquerdo do lado do pé direito do colega, e com a sua perna direita faz um movimento de “rasteira” na perna direita do adversário.



Atividade 6: base e deslocamento

                Para trabalhar o ensino da base no judô, que  é diferente de outras lutas, pois é necessário que mantenha os pés ao chão, sempre afastados, quando se realiza o deslocamento, pois se manter saltitando ou com os pés muito próximos, pode ocorrer um falha e o adversário atacar. Para o aprendizado, pode-se usar jornal ou papel, fazendo com que os alunos arrastem no chão, se deslocando e mantendo sempre os pés no chão durante o movimento de descolamento.